Fenomenologia e existência: uma ruína

Nota: Sei lá. Estava relendo o caderno do último ano do curso de Psicologia encontrei esse pequeno rascunho, acho que tentava encontrar uma ponte entre Hannah Arendt e Martin Heidegger, e entender o lugar da Clínica Fenomenológica.

O tempo que o artista dedica a contemplar uma obra, assemelha-se aquele em que qualquer pessoa contempla e produz/compreende sua existência.

Na verdade, variavelmente encontramos esse lugar o silêncio e a fala podem se encontrar, como uma ruína, no sentido de que uma ruína desdobra-se na temporalidade entre o que foi e o que virá:  não é mais e ainda é algo como uma casa, ainda não é e já é algo como um armazém. Nas lembranças, no entanto, a falas estão repletas de silêncio, e ao futurar os silêncios dizem algo, quer dizer, proximidades e distâncias se entrelaçam mais ou menos nítidas.

Uma ruína que visitamos para ter o privilégio de enterrar os mortos e parir os vivos: poder interpelar a finitude da existência, no entre da duração do que acaba e do que inicia.

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O pequeno e o grande mundo (Santa Simplicidade?)

Mundo, pequeno mundo, que agora cintilas em verdes esperanças, Que é a santa simplicidade? É a pele? O sentir-se vestido e habitado como que confortável sobre ela? É algo consigo mesmo? De sentir-se bem? É tão indivisível como se fosse menor dos átomos? Ou seria integrador como contemplação estética, de intuir o único de um todo? É cafuné de vó? Sorrir entre amigos? É sentir … Continuar lendo O pequeno e o grande mundo (Santa Simplicidade?)

Especulações psico-filosóficas sobre um ato falho vital

Essas confusões não deixam de ser engraçadas, para mostrar com um ato falho o que de fato a gente espera e deseja que aconteça. Como um acerto de contas ou talvez, um simples caso de amor. Por um instante estava lá mais um vez, resolvendo os dilemas insolúveis de ontem, por um sinal encontrado nos versos perdidos que nada tinham haver comigo. Mas é bom … Continuar lendo Especulações psico-filosóficas sobre um ato falho vital

O nome do pai

Foi quando entendi pela primeira vez esse conceito da psicanalise lacaniana é que escutei uma resposta para aquilo a que estive buscando por muito tempo. Sendo precisamente o “muito” do tempo que foi preciso e precioso no seu alcance. Analisando aos poucos aquelas duas funções semelhantes da imago paterna e materna para ambos os sexos, incutindo tão logo a dificuldades típicas e diferenciadas para o menino e … Continuar lendo O nome do pai

O obvio

    Às vezes me encontro sentado a essa cadeira, Duas cadeiras, eu-filósofo e eu-psicólogo, Frente a frente, Terceira cadeira: o poeta fica ao redor, Ensaiando algo no papel, Como um cartunista, nesses programas de debate, Me vem agora, o Roda viva, exatamente isso, Uma roda viva, Atirando de volta nossas esculturas pétreas, Atiradas ali mesmo contra nós, Mantendo sempre a roda girando, O psicologo … Continuar lendo O obvio