Tornado

(Imagem: Pintura de Joseph Lorusso)

Nada a se inventar para apenas navegar,
Ir e vir e ir, ao balanço de um ritmo sem letra,
Comedidos pela própria desmesura da dança,
Segue a melodiosa alfange fundo no sangue,
Até os confins das coisas belas e íntimas,
Nas entranhas do mundo,
Compartilhando suspiros ao espumar das ondas,
Vagando para longe, bem longe,
Num tornado, tornando,
E ver desse vento, vir o vir-a-ser,
Pequenos e indivisíveis,
Entre fúrias e calmarias,
Findos e nus,
Como nós dois.

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