Refazenda

Último da série de revisões, finalzinho do antigo Solidão

 
De vero,
Nada a dizer,
Tudo, ainda por fazer,
Tudo, neste esforço,
Re-(qualquer coisa),
De eclodir fora da casca,
Redesenhar,
Redescobrir,
Ressinigficar,
Poetizar no gesto,
De simbolizar a vida,
 
De vero, nada a dizer,
Como todo homem justo,
Mendigar sentido as coisas,
Vivenciar os punhais,
Sangrar o alvo da carne,
Cunhar a moeda de ser,
Sem escapatória,
E nada mais,
 
Perder-se na solidão,
De erguer-se mais uma vez,
De longe, afiado,
Cegamente, aproximo,
Meu jeito sem jeito,
De dar boas-vindas,
 
Além das escadarias,
Castanhas de seus cabelos,
Um beijo cai,
Suicidado de desejo,
Sem cair no seco,
Ficar molhado,
Um mergulho,
Sem medo,
De gozar dentro,
Do espirito,
De criar em comunhão,
 
Mais que isso não sei,
A própria vida é uma bagunça silenciosa,
Arrumo-me por aí, sozinho,
Abrindo caminho à escrita,
Me acho e me perco,
Canso, reluto em desistir,
Reluto em confiar.
Reluto em relutar.
E algo se faz, enfim.

2 comentários sobre “Refazenda

    1. Ih, veio ver minha bagunça? rs Agora você quem me deixou sem palavras. Ah! É um poema bem antigo que passou por um processo de edição recente. E sim, obrigado pelo elogio =]

      Sim, sim. Acho que diria esticando um pouco a massa da surdez: sem ouvidos para ouvir o que se ouve. Tem essa coisa de tornar o obvio sempre obsoleto tirando a abertura para o frescar de novos olhares.

      Abraço =)

      Curtir

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