Fenomenologia e existência: uma ruína

Nota: Sei lá. Estava relendo o caderno do último ano do curso de Psicologia encontrei esse pequeno rascunho, acho que tentava encontrar uma ponte entre Hannah Arendt e Martin Heidegger, e entender o lugar da Clínica Fenomenológica.

O tempo que o artista dedica a contemplar uma obra, assemelha-se aquele em que qualquer pessoa contempla e produz/compreende sua existência.

Na verdade, variavelmente encontramos esse lugar o silêncio e a fala podem se encontrar, como uma ruína, no sentido de que uma ruína desdobra-se na temporalidade entre o que foi e o que virá:  não é mais e ainda é algo como uma casa, ainda não é e já é algo como um armazém. Nas lembranças, no entanto, a falas estão repletas de silêncio, e ao futurar os silêncios dizem algo, quer dizer, proximidades e distâncias se entrelaçam mais ou menos nítidas.

Uma ruína que visitamos para ter o privilégio de enterrar os mortos e parir os vivos: poder interpelar a finitude da existência, no entre da duração do que acaba e do que inicia.

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