Tristeza a alegria

Tristeza o sussurro enternecido de dor,
No grande galpão de feira,
Em que todo negocio se grita,
Sem saber para quem,
E todo grito tem um valor,
Mas o pranto, sem preço ou cabimento,
Mistura-se aos restos no chão do que se cala,
Quiçá acudidas, pelo chiado das vassouras,
Ao fim do dia, e depois nem isso,

Tristeza o pranto que deita acuado e sem voz,
Sob as cobertas das injustiças do mundo,
A verdade desmentida pela justiça da busca de ser feliz,

Tristeza esse bicho arredio e sem casa,
Que descansa a noite no calor das maquinas ainda aquecidas,
De todas as estradas em casas alheias,

Tristeza a alegria que me visto e me sinto nu,
Desarranjo dos fugidios cantos escuros dos cômodos,
Desvelando todas as faltas de todas as ausências,
Através do que não sei onde me agarro…

2 comentários sobre “Tristeza a alegria

  1. Thiago, vasculhei bem superficialmente o seu espaço há um tempinho mas esqueci de dar uma palavrinha contigo.
    Gostei muito ​dos seus escritos, apesar de não ter lido metade do que tem aqui.
    Obrigada pela visita, virei aqui sempre que puder.

    Curtido por 1 pessoa

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