Uma mangueira

Que há aqui, nesta praça recém reformada de um complexo hospitalar?
Que sensação terrível e familiar habita este lugar, esta passagem,
Onde enfermeiras azedas se reúnem sob as luzes para falar vulgaridades,
Enquanto nas sombras alguns lamentam noites em claro,
E outros choram miseravelmente a perda de um ente?

Morcegos assombram folhas e galhos,
E um musgo espesso e escuro encobre o avanço retorcido de uma mangueira,
Chamada humanidade.

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