De carnavais e estandartes líricos

 

Esse eu-lírico que nos carnavais,
Quer ser Ceroula,
Pitombeira,
Quer ser meia-noite e
Madrugada,
Ser as flores e
A saudade,
Quer ser estandarte,
E andar entre as lantejoulas gastas,
Como estrelas se apagando,
E dentro da ilustração de antiquário,
Ser o Arlequim-Pierrô,
Tascando um beijo na Colombina,
Rodopiar a braços largos,
Troçar mendigando por tudo o que se sonha em vida,
Brandir a armaduras brilhantes e a lança de uma coragem cega,
Sentir a confusão alegre de uma ladeira cheia de gente,
E a Tristeza sangrada nas dores de uma rua vazia.

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