Madrugalgia

Calam-se todos os ruídos e rumores
De um cotidiano,
Do circulo imóvel, e seus motores e engrenagens,
Restando por sob o claustro das rotinas,
O esquecido –

Uma ânsia aproxima-se devastando a calma inerte e sólida,
Como uma onda esfuma nos arrecifes do que se julga saber,
Deixa-se cair o relógio, despedaçando em
Fragmentos a cada vez mais infinitos
De tempo,

O que nos faz acordar, meu bom amigo?
E seduzir-se de volta a si mesmo,
Como se a cada olhar, encontrando um novo mistério,
Enveredando pelos cantos do encanto,
Por vezes parece que, como um farol,
Apenas para o escuro miramos,
Guiando a vinda dos estrangeiros e distantes,
Admirando do estranho  e do raro sentido,
Através nevoa leve de sonhar, vento frio, salgado e denso,
O mar, o ar, o retorno do perdido,
Dos altos inertes de uma noite, a nostalgia.

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