O insolúvel

Ainda arde o fogo sagrado emanando do coração,
Espumando como na crista das ondas,
Ou como labaredas coroando a flâmula alegre?

Vento descortinando a relva,
À comoção do raio solar,
Lançado através do fulgor dos céus,
E silenciosamente desperta já a caminhar,
Estando só, entrementes,
Pois não podem todos,
Beijar a alma ao ver,
Com ante a esplendorosa beleza na natureza,
Ao por do sol.

Tão longe do infinito,
O espírito dos homens raia o Sol de sua grandeza,
Tão pouco e tão breve,
E aparentemente,
Apenas para perceber lamentando,
Já não suporta o peso,
O enigmático peso,
Do enigma de seu coração.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s