Mais uma vez, seguir adiante!

Mais uma vez seguir adiante, e que sei se vou ter aquele meigo e corajoso sorrir de antigamente. Tão raro, mas também tão verdadeiro, com a janela dos olhos sempre abertas como que dizendo ao Sol lá fora, que aqui dentro outro sol dourado brilha oferecendo sempre a cumplicidade como dádiva a dois irmãos que, ainda que tão separados de distancia e tempo, comungam de uma união honesta no pleito daquele momento, sem que se esconda nada, nem as sombras que se apresentam, rodeando o excesso de luz.

O vi hoje, talvez mais tímido que o de costume, quando assistia aquele espetáculo extraordinário que a natureza nos concebe uma vez por dia, mas que raramente temos espirito de pedir emprestado algum significado de sua grandiosa oferta. Fui ao crepúsculo, para encontrar as sombras estendendo sobre as olheiras da minha janelas, escoando pelas rugas e marcas de um cenário a muito toldado pelo tempo, e assim, como que assustadas, voariam para longe, as aves incandescentes ao vislumbre desta forja, faíscas com o aço do que me é mais duro e afiado, responde aos golpes entre martelo e bigorna; minha espada, meu arpão, os chistes revoltos tornado novamente a serem brincadeira; para todo lado vejo esfumaçaram-se na inutilidade de ferramentas e instrumentos, para onde não se pode ver o quanto estou misturado a elas e elas a mim, e de quando alguma estirpe foi extinta, eu fui com ela.  Artesãos cuidadosos que somos feitos para aquilo que não fomos forjados, procurando e criando com todo o esforço a beleza honesta nos subterrâneos de todo silencio. Quem sabe o que é sorrir assim? Testemunha de todo terrível ocaso do contra-fluxo das impiedosas forças que nos fazer emergir no mundo, aquele punhal de luz que parte como uma chama alva entre insones trincheiras noturnas e uma diurna reconquistada certeza de vida? Nada me é mais caro e claro, e contudo, parece sair de meus lábios com o mesmo hieroglifo que esconde o meu riso. E já não me importo em rir de outra forma.

-quase noite –

Volto a estirpe dos extintos, deixando que a flama e os ferros esfriem nas incertezas da penumbra que precedem noite. Para visitar com o coração calmo e sereno, a corte de joias brilhantes que povoam o céu da minha memória, e o esquecimento é como a escuridão que realça o pouso acinzentado e tranquilo, e em cantoria daquelas aves encandeadas que fugiram assustadas como faíscas, ainda com mais força na cintilante morbidez de cada estrela, como que exposto o plano invertido daquela mudança, e me fere com o caminhar manso uma animosidade de frieza noturna, com revela a preciosidade duma caixinha de joias abertas, que sinos embalam suaves essas bailarinas em dança de giros que se desfazem e refazem a cada instante, para fazer apertar as mãos contra o peito do calor de uma presença no corpo voltando a si mesmo.

Havia tanto este tempo curvo no bater de asas do vento,
E uma sombra deitou maciça no horizonte,
Mergulhando de bico aberto a extinguir a luz maior,
Deixando-nos aqui, no giro vacilante das horas opressas,
 Com que rastro de cinzas espalharam-se suas penas,
Tornando mais uma vez brilhar, despertas da eternidade,
Como o grito alvo de cintilantes incertezas, 
No Sol poente.

Agora, uma porta se fecha, para que outras se abram. Mais uma vez seguir a diante, um longo capitulo desta história se encerra. Sei que agora quando observo as ondas infinitas na superfície do mar profundo, em mim o mar ondula profundamente. Triste porque assim como no mundo, a esfera azul da minha existência é em maior parte recoberta pela substância da tristeza. Também há as terras áridas e férteis, e um Sol que queima lá do alto. E o ar desta maturidade que venta tempestades e brisas por tudo o que há. Tenho que dizer, por tudo, que não falhei em meu caminho, e a solidão não me torna mais peregrino e viajante, do que aponta as cardeais direções por onde sigo, que compele a mim mesmo a forças de minha própria natureza, e além, e além, depois do estreito que me leva a oculta sombra de mim mesmo, o vasto o universo e os astros de amanhã, que encontrarei ou não, partindo de um salto, a agarra a calda daquele cometa que agora me feriu alegremente a escuridão e partiu um pedaço de alma.

A gente que dá-se a viver, mete-se por todo tipo de tormento, sobre o fino manto de nossas ingenuidades mais caras. Confunde-nos o que quer que seja, sobre o que é um fim e um começo. Há tanto que não sei por uma palavra que foge ou cega ou enforca, há tanto que parece escoar nas minhas mãos feito poeira de estrela, e assopro para frente antes que tudo se esgote, e, sem querer, misturo um pouco do passado e futuro, confundido da certeza de um novo recomeço. Mas que o seja, tudo tem o tamanho desta extensão, sem fim e nem começo, apenas não me pesa e nem me tira o peso. Torna a voltar, aquele principio onde tudo se reúne; Torna mais um vez ao uno… consumindo-se a si mesmo., como chama infinita.

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