Nuance das dobras

O que fazer? No mais,
Vejo essas criaturas
Pousando na cabeça do autor,
Embromando cabelos
Em copos marítimos,
Envolvendo rasos medos,
Nas praias de uma tarde astuciosa,
Fazendo encarar o tédio
como lugar
dos sem-tetos sentimentos seus,
Fizera largar a mão de comungar
bem-quereres,
Aquietando no desassossego
duma noite sem previsão de volta,
Aferrando-se a isso
qual serpente enroscada a presa,
Por fora,
E por dentro,
Engolindo, encarnando,
A manhã de acordar
Camadas e camadas
De tempo na coloração das dobras.
 
Aproximando-se perenes,
sempre que,
Através das cortinas em tom de nostalgia,
Que envelhece e rejuvenesce,
Nos conformes de como sopra
a brisa.

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