Pseudônimos

Quero voltar atrás hoje,
Revelar que andei falsificando muitos nomes,
Mesmo o dela e o meu,
Sentir que há o hálito doce dessa porta entreaberta,
E espiar através, que algo sempre esteve aí,
Deixar que o pensamento se perca,  e vê-la chegar,
Dançando a música que possui seu corpo,
Ouvir algo estridente e claro,
Como um silvo único,
Que acordasse de vez a chama,
Tão profundamente alvo e terno,
Que chegasse a machucar suave,
Nas regiões mais íntimas da alma,
 
E tudo dito assim:
Sobre diferentes pseudônimos,
Não soasse estranho,
Se visse o estrangeiro do oriente,
Infundir nessa mística, o desejo,
E o Sol do sentimento se erguesse,
Após o longo inverno,
Sobre o jardim perfumado de tua primavera,
Aquecendo as flores a abelha,
Na intensidade do beijo escancarado:
Toque úmido
Na pétala orvalhada,
 
Ou, que apenas fosse,
Eu a música que possui teu corpo,
E preconiza a dança,
De nossos sexos entrelaçados,
Gozando que há, de uma só vez,
Percorrendo e sendo os três lances de escadas,
As partes separadas de uma mesma verdade,
Desejar, sentir e pensar,
Um no outro,
Amor.

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