Para que me rói um Tango

Suor na fronte, delirante,
Vida na garganta, pulsante,
Verniz, um grito, gravemente,
Longamente os meses,
Sufoca o beijo,
Para solver, ardente,
Lentamente amarga,
Temor castiga, vacilante,
Chicote de pernas frias,
Em chão quente para dois,
De um lado a outro,
Território de entrelaces,
Olhares num copo baixo decotado,
E os olhos, frente a frente,
Já não desatinam,
Que dureza e ginga,
Vestem luz e claridade,
Neste palco,
Duramente segundos,
Talham curvas em minutos,
Destarte,
Exibindo contrastes,
Atuando suavidade,
Sabes, então fica! – Pisa o homem,
Sei, mas fico! – quebra a mulher,
E as paredes crescem nos lados,
E o salão se ergue,
Onde não são mais,
“Então” e “entrementes”
Até alta e cheia lua,
Transbordando na dança,
Dos corpos febris em lençóis.

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