Meta-morfose

Há tanta distinção nesse céu azul,
Distinção… Distinção…
Deixada as sobras da noite densa,
Reina vagarosamente um olhar de pássaro
Pairando o voo sem pressa, como que enamorado,
Antes fosse um planador sem pouso,
Talvez pudesse ouvir do tempo:
Que a cada amanhecer viria um flautista,
Acordar a infância de olhos doces e febris,
Como agora,
E fazer essa brincadeira,
Esse jogo de nada conhecer,
Apenas o Sol e o seu vasto azul,
Onde a suave melodia de nuvens,
Evoca o desejo de encontrar formas,
Cheiro frio, cheiro, cheiro de som,
Ruas, pessoas despertam,
O sol acendeu o seu forno,
Também as pessoas o fazem,
Algo por aí se aquece nas chaleiras e telhados,
Na alma que espreita para fora da toca de animal noturno,
Espia sutilmente para fora, e, agora,
Surpreendido:
Se deixa pegar por um afago na cabeleira verdejante,
Um mimo de boas vindas, 
Deita suave no plano deste voo,
Com tantos pés e tantas asas de seus sonhos passarinhos e desejos andarilhos,
Poderia mesmo, quem sabe, levantar e brincar entre eles,
Mas perdeu-se nesse quinhão de alegres devaneios.
 

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