Desconfiar de sempre desconfiar

Desconfio,
Solto as amarras do olho
estreito e denso deste desconfiar,
Um sentimento acordou assustado do leito,
Corrido prum canto escuro,
Escondeu-se entranhado ao lençol úmido de suor,
Ofegante, agudo e lasso,
E quando tentaram tirar-lhe dali, por bem ou por mal,
De volta ao estreito e denso leito,
Recusou-se desesperado,
Recusou-se a ser visto calmo,
Fingiu-se desamparado,
Quando tudo quanto é desconfiado,
Recebe de pronto o estreitamento de ser necessário.

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