Mariposas e lobos

Lamparina apagando,
Sobre mesa de mármore polido,
Pende a luz vacilante,
E o frio bucólico no umbral,
Distorcendo o drama da voz,
No entoar da canção partida,
Mariposas caçando imagens cintilantes,
Como antes atravessara a noite,
Entre o luar e os faróis,
O sono consola:
E a fome do lobo descansa.
 
Grotesca fantasmagoria,
De fumaça e bruma cinzenta,
Que como em sonho, certo dia virá,
Para num golpe sem esquivas,
Expor as entranhas,
De nunca mais sangrar.

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