Infinitos azuis

Trajados de cinza
Vibram os olhos,
Em azul oceano,
Profundo espelho celeste,
Que dos anos recordam apenas a cor,
De calmos ventos ao
Luar transeunte da noite,
De tempestuosas paixões,
Às mais tenras fontes da juventude,
Por vezes a esmo,
Quase morte, –
Por vezes,
Queimando qual bandeira flamejante,
Mas no alto da vida
De toda proa-horizonte,
Não, lá estava o azul,
Em Minh’ alma,
Mesmo nas cinzas horas.
Adentro,
Sufocante nevoeiro,
E nos longínquos,
Silêncios,
Nada além-azul –
Desfocando e vibrando lentamente,
Adentro abismos,
Infinitos azuis.

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